Cartas Paulinas

 

Cartas paulinas

 

 

Assessora:  Ir. Neusa Delazari

 

 

É fundamental situar a caminhada das comunidades paulinas, visto que as cartas foram escritas visando comunidades específicas. Paulo, escrevendo para as comunidades, visava uma situação ou problemas específicos. A questão da salvação em Jesus Cristo era uma questão tanto para os Corintios da época como para nós hoje. O problema do fundamentalismo é que não conseguem distinguir os diversos níveis dos escritos. O que não pode ser perdido é a Boa Notícia. Uma boa notícia não gera medo, mas alegria e esperança. As Cartas Paulinas nasceram na caminhada da Igreja e das Comunidades.

            Nos anos 90 muitos problemas que vão estourar nas Comunidades Paulinas tem relação com a época vigente. Lucas, no livro dos Atos dos Apóstolos, apresenta o ideal. Basta ler as Cartas Paulinas para descobrir que a realidade era diferente.

            Enquanto o Cristianismo se identifica como um ramo do judaísmo não teve grandes tensões. Existiam vários grupos: os essênios, os fariseus, os saduceus, os batistas… e os cristãos (não eram chamados assim ainda). As comunidades cristãs esperavam a Segunda vinda do Senhor e não tinham como objetivo se organizarem para uma caminhada mais longa.

            Em meio a tudo isso foi despontando uma semente de divergência. Atos 6,1 relata as dificuldades e até marginalização que sofriam os cristãos helenistas. O termo vem do grego Hellas. A divisão cultural começa criar tensão. A primeira perseguição é contra os helenistas. At. 8,1 descreve que os apóstolos continuavam judeus piedosos. Estêvão, o primeiro mártir, era líder dos helenistas.

            Outro grupo que vai entrar nas comunidades será o dos samaritanos que não estavam na linha dos ortodoxos e vão criar tensões, pois os judeus não se davam bem com os samaritanos.

            Surgem assim duas linhas: um grupo mais aberto, que são os helenistas (de Estêvão) e outro grupo mais fechado (de Tiago, que não era o Tiago do grupo dos Doze Apóstolos).

            Existiram vários Herodes: o Grande, da infância de Jesus; o que interrogou Jesus, Herodes Antipas; o que matou Tiago, Herodes Agripa I; o que interrogou Paulo, Herodes Agripas II.

            A passagem do cristianismo para o mundo grego exigia mundanças, pois tinha que mudar costumes que provinham de muitos anos de tradição. Deviam abdicar de quase 2.000 anos de observância da lei para um mundo da gratuidade de Deus. Esta foi a experiência de Paulo no caminho de Damasco. A tradição era de que a salvação deveria ser conquistada, como também o perdão e outras graças. A descoberta desses primeiros missionários era sair do mundo da observância para o mundo da gratuidade. Nesta época, Paulo não foi o primeiro nem o único missionário. Havia Priscila, Áquila e outras mulheres. Foi Barnabé eu chamou Paulo (Rm. 16,1ss).

            Em 64, Roma foi incendiada e Nero colocou a culpa nos cristãos. Nessa época começam a morrer os Apóstolos.  Pedro e Paulo são mortos em Roma, e as Comunidades começam a balançar.

            Nos anos de 66 a 70 teve início a guerra judaica gerando insegurança. De 68 a 69 Roma tem 5 imperadores. Em 68 Nero se suicida e é nomeado um general chamado Galba. Em 72 este é assassinado e Otto é nomeado com 36 anos de idade. Governa de 15/01 a 16/04 e se mata. Vitélio governa por 8 meses e quem assume depois é Vespasiano, do Oriente.

            Em 85, numa cidade chamada Jâmnia, reuniram-se os fariseus para dar sobrevivência ao Judaísmo, resultando num fechamento quase total. Havia divisão total entre fariseus e cristãos. Os cristãos eram expulsos das sinagogas. O judaísmo era religião lícita. Isso significa perseguição pelos romanos e pelos judeus. Mt. 10 mostra a insegurança gerada pela perseguição.

            É nesse mundo que nasceram as Cartas Paulinas, e um espaço pequeno de 6 a 8 grupos.

            A primeira a ser escrita foi a carta aos Tessalonicenses entre os anos 50 e 55 e a última foi a carta aos Romanos entre os anos 56 e 58, antes das várias destruições e da grande perseguição.

            Em muitos dados as Cartas Paulinas diferem dos Atos dos Apóstolos, mas em caso de dúvidas, é melhor ficar com Paulo. Pois Lucas, ao escrever os Atos dos Apóstolos, tem uma cronologia própria. Paulo escreveu muito mais do que consta nas Cartas que entraram na Bíblia. Ele foi o primeiro autor do Novo Testamento. Paulo e Pedro morreram antes do primeiro Evangelho ter sido escrito. O Evangelho não é documento é a Boa Notícia que expressa a experiência de Deus.

            Pentecostes é o início e o projeto do Reino, pois a Palavra deve atingir todos os povos. Para isso a Palavra vai ser espalhada começando por Jerusalém, na Samaria, na Galiléia e até os confins do mundo (At 1,8). Jesus pregou para o povo da roça, fez uma pastoral rural como indicam as parábolas. Os Apóstolos,  principalmente Paulo, vão fazer uma pastoral urbana, pois vão evangelizar as grandes cidades do império: Corinto, Éfeso, Filipos, Atenas, etc.

 

a)      Esquema dos Atos  (cf.1,8)

  • Ascensão de Jesus e Pentecostes (At 1-2)
  • A Igreja de Jerusalém (At 3-7)
  • A pregação na Judéia e Samaraia (At 8-12)
  • Até os confins do mundo (At 13 – 28)

 

b)     Linha do Tempo

  • - 30 = Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus
  • - 36 = Conversão de São Paulo
  • - 49 = Concílio de Jerusalém (At 15) Primeira viagem Apostólica
  • - 50-64 = Escritas das Cartas, Segunda e terceira viagens
  • - 64-65 = Morte de Paulo em Roma.

 

c)      Imperadores romanos no tempo de Paulo

  • De 41 a 54 – Claudio
  • De 54 a 68 – Nero

(As datas são aproximadas. Maiores informações nas introduções das Bíblias)

 

d)     Cartas de Paulo:  Paulo escreveu 13 cartas:

  • 1Tessalonissenses, 1 e 2 Coríntios, Filipenses, Gálatas, Filemon e Romanos, com certeza foram escritos por Paulo;
  • 2Tessalonissenses, Colossenses e Efésios, 50% das opiniões dos estudiosos acham que foram os discípulos de Paulo que escreveram;
  • 1 e 2 Timóteo e Tito são da Escola Paulina, isto é, atribuídas a Paulo; tem o seu pensamento, mas foram escritas por seus discípulos depois de sua morte.
  • Hebreus: Não é de Paulo, não é carta e também não é escrita aos Hebreus. É um Tratado Teológico.

 

1 TESSALONISSENSES

 

A primeira Carta aos Tessalonisenses é o mais antigo documento do Novo Testamento.

            Atos 17, 1-10: Tessalônica não é a primeira comunidade na Europa. A primeira é Filipos. Paulo atravessa a Ásia e chega a Filipos. Tessalônica era a cidade mais importante da região da Macedônia. A Macedônia tinha como capital a cidade de Tessalônica. Tessalônica que era uma cidade de comércio muito importante. Tinha muitos ex-soldados romanos nessa áreas.

            Muita gente do Império Romano se sentia atraída pelo monoteísmo judaico. Também pela ética, porém, não aceitavam a circuncisão.

            O que foi a base para  o problema do Apocalipse, é o confronto com o Imperador, considerado Kyrios, que tem conotação de absoluto e transcendente. Este título é dado a Jesus pelas comunidades. O Imperador também se outorgava o poder absoluto, de salvador. Essa polêmica vai se dar com o Imperador Domiciano.

            Será que as comunidades vão resistir às perseguições? Paulo de Atenas envia Timóteo e Silas para ter informações. A Carta aos Tessalonicenses é resposta às informações.

 

TRABALHOS EM GRUPOS:

Texto: 1 Tessalonicenses.

1-      Leitura Individual

a)      Temas principais; o que se repete.

b)      Dificuldades e desafios enfrentados pelas comunidades.

c)      Síntese: colocar o que se colheu em comum num papelógrafo.

 

PROPOSTA DE DIVISÃO

Quiasma = algo que combina com outra coisa.

A – 1-3:        Endereço, oração de Ação de Graças e Paz.

B – 4-10:      “Irmãos” – Acolher o Evangelho é entrar numa nova prática.

C – 1-16:      Do Evangelho vem a força para a nossa prática.

D – 17,3-13: Discernir entre o tentador/santidade.

E – 1-12:      Santificação. Viver para agradar a Deus.

D – 13-18:   Discernir sobre a vinda de Jesus.

C – 1-11:     A vigilância é a força da nova prática.

B – 12-22:   Em que consiste a prática da comunidade.

A – 23-28:   Oração – Graça – Paz.

 

Leitura: 1Ts 4,1-12. Estamos num ambiente de paganismo. Ambiente imoral.

 

ECONOMIA

 

            A sociedade era escravagista, a escravidão era urbana e rural. A pior se dava nas minas e nos campos. Paulo não teve contato com a escravidão rural.

Em Tessalônica o comércio era muito forte.

            O que é o Collegium? Paulo via nesse collegium uma forma de pregar o Evangelho. Uma das acusações contra Paulo é desobediência de uma ordem do Senhor: “O operário é digno do seu trabalho”.

 

SOCIEDADE

            Na parte Social havia uma classe dominante que orientava toda sociedade. Havia demos= assembléia do povo. Havia os homens livres, os libertos e os escravos. Era uma democracia limitada.

            Diante de uma sociedade e de uma religião que não dava esperança, o Cristianismo encontra um ambiente favorável. Apesar de correr o risco de trazer acomodação por estar salvo.

            Tessalônica tinha um antigo culto a um herói chamado Cabirus.

            A 2ª Carta aos Tessalonicenses tem indicação de que não foi Paulo quem a escreveu.

 

CARTA AOS GÁLATAS

 

            A carta aos Gálatas é de fato muito forte, ela nasce de uma paixão muito grande. A carta aos Romanos retoma os mesmos temas e trabalha de forma mais amena.

            Paulo vê o cerne do Evangelho ameaçado, ele é incapaz de ficar no meio termo. Essa Carta não é dirigida nem a uma pessoa nem a uma comunidade, é uma região chamada Galácia, era uma Província romana que ultrapassava os limites da Galácia original. Era um povo da raça Celta bem diferente dos outros. É um povo que veio de fora, 70 anos antes de Paulo. Nessa época quem não falava grego era considerado bárbaro.

            At. 16,6 e 18,1ss fala da região de Galácia.

            Quando Paulo deixou a região parece que chegaram outros missionários com outros ensinamentos e até desautorizavam Paulo com apóstolo e consequentemente sua mensagem.

            Parece um grupo judaizante, cristãos judeus, que atacam o Evangelho de liberdade e de gratuidade de Paulo, tentando levá-los a realizar as práticas judaicas. Os Gálatas nunca tiveram esta tradição e aceitam esta prática. Paulo se lança num ataque contra os judaizantes e os Gálatas.

            Essa carta traz informações biográficas de Paulo, só que não coincidem com os Atos, nesse caso, porém, devemos ficar com Paulo em termos de veracidade. O livro dos Atos dos Apóstolos foi organizado por Lucas.

            Hoje também, como nas cartas aos Gálatas se tende a assumir práticas externas no lugar do Evangelho de Cristo que é comprometedor.

 

TRABALHO EM GRUPOS

  1. Ler a Carta em grupos
  • Anotar 3 temas centrais e  conflitos;
  • Síntese
  1. Em que os conflitos dos Gálatas são semelhantes aos conflitos das nossas comunidades?
  2. Que  luzes a Carta nos traz?

 

CARTA A FILEMON

 

            Esta carta foi escrita depois do ano 54 mais ou menos no ano 55 (entre 54 e 55). É uma carta redigida na prisão. Paulo esteve na cadeia. Éfeso está a 160 Km de Colossos onde morava Filemon. A prisão em Éfeso em 55 é confirmada por outros autores.

            Por que este bilhete? 1, 1-2: Não se dirige só a Filemon, mas a Igreja que se reúne na casa dele.

            1, 3-6: Amor = Ágape, no grego, é uma atitude de solidariedade que se traduz em gestos concretos.

 

            ESQUEMA

            A - 1-3     è Endereços e Saudações

            B – 4-7     è Agradecimentos, elogio e ágape de Filemon

            C – 8-14   è A ágape destrói a escravidão

            D – 15-17 è A comunhão: uma nova relação de comunidade.

            C – 18-19 è O valor da graça destrói o valor da troca

            B – 20-22 è confiança e elogio a ágape de Filemon

            A – 23-25 è Saudações

 

            Sociedade

1-      Sociedade Escravagista: a pessoa só valia pela utilidade

2-      Ágape = amor solidário: novo relacionamento

3-      Irmãos

4-      “Comunhão”: A comunidade como espaço desse novo relacionamento. Paulo prefere tratar a questão como um caso. Luta contra a escravidão em todos os sentidos.

           

Diante da situação percebemos uma situação de impotência. Foi o que Paulo sentiu mas apostou na formação de uma comunidade sem escravidão. Temos que partir das pequenas iniciativas. A lição que Paulo queria dar era a Filemon. Ele foi pedagógico, uma libertação forçada de Onésimo não mudaria nada.

 

 

CARTA AOS CORÍNTIOS

 

            Estas são as Cartas que nos dão mais informações das comunidades cristãs Paulinas. Temos fontes bíblicas e extra-bíblicas. As bíblicas são: Atos, 1ª Comunidade de Filipos – Tessalônica – Atenas – Corinto.

            Paulo segue a lógica das estradas e chega a Corinto. É importante nos colocarmos na situação de Paulo.

            Atos 17: Atenas não tem o mesmo brilho da antigüidade. Havia um grande esforço de Paulo para a inculturação. Descobrir Deus nas culturas e nas expressões culturais, sua experiência em Atenas foi fundamental para o seu trabalho posterior em Corinto.

            Encontra-se com duas Escolas: epicuristas e estóicos: Paulo anunciava Jesus e a Ressurreição. Não fala da cruz. Atenas era um caldeirão onde tinha tudo. Paulo diz “… em tudo sei que vocês são extremamente religiosos… O Deus desconhecido presente na inscrição é o Deus que lhes anunciovs.31. Falar da Ressurreição dos mortos, era falar da valorização do corpo. O dualismo grego entrou muito nas nossas pregações. Com expressões como: Salva a tua alma; Perder a si mesmo é ganhar a alma.

            Paulo vai par Corinto e encontra um judeu chamado Áquila, com sua esposa Priscila, que haviam acabado de chegar. Paulo entrou em contato com eles e como eram da mesma profissão, fabricantes de tendas, passou a morar e trabalhar com eles. Em Atenas ele evangelizou por meio dos intelectuais; em Corinto por meio do trabalho. É uma opção clara. Ele podia Ter se apresentado a uma família rica, era costume destas famílias sustentarem os pregadores.

            Paulo pregava para os gregos e pagãos, mas foi para a casa de um adorador de um Deus único. Deus aparece em visão a Paulo e este fica entre eles um ano e meio. Corinto se torna a comunidade típica de Paulo.

            Nesta época não havia o canal. Somente dois trilhos ligando os dois mares.

            Corinto era uma cidade de muitos trabalhadores escravos e braçais. Tinha muitos problemas morais, inclusive a prostituição sagrada, era um grande caldeirão em termos religiosos.

            Em Rm. 1 Paulo escreve de Corinto, ele não conhecia Roma, conhecia Corinto. Havia um teatro grande. Era uma cidade de 500.000 habitantes e dois terços eram escravos. A comunidade cristã talvez chegou a 100 pessoas.

            Esses elementos entram em questão nas cartas. Por ex: questão dos trabalhos braçais. Ênfase sobre a imoralidade e libertinagem. Pois, ninguém se converte em uma só vez. Entra também a questão da classe alta.

            O corpo não valendo nada é mais fácil justificar a escravidão, a prostituição…

            Também há misturas de religiões orientais e ocidentais, também do conhecimento. Daí o texto 1 Cor. 13,1-9. Em. 1Cor.2,1. Paulo não se apresenta de forma pomposa para se apresentar a eles para que aparecesse a força de Deus.

Existiram muitas outras cartas aos Coríntios. 

 

1-      Carta Perdida: é uma carta que Paulo se refere na lª Carta. O fragmento desta pode estar em II Cor.6, 14-7,1

2-      1Cor.

3-      2Cor. 2,14 – 7,4

4-      2Cor. 10-13

5-      2Cor. 1, 1-2, 13; 7,5-16

6-      2Cor 8

7-      2Cor 9

 

Há diferenças de ordem entre os autores. A mais aceita, porém, é esta citada. (1 Cor. 7,1).

 

 

 

TRABALHO DE GRUPO

  1. 1 Co 7,1

a)      Quais os conflitos?

b)      Quais os temas?

2. Como anunciar Cristo Cruscificado num mundo de cruscificado?

 

PLENÁRIA

1.a) Conflitos

  • Divisão da comunidade
  • Briga por causa dos líderes
  • Sabedoria humana X Sabedoria de Deus
  • Questão doutrinária
  • Questão em relação ao corpo x alma
  • Não adesão ao projeto
  • Auto suficiência
  • Diferença de classe social
  • Imaturidade na fé

 

b) Tema:

  • Anúncio de Jesus Cristo Crucificado
  • Corpo é templo do Espírito Santo
  • Julgamento de Deus
  • Sabedoria de Deus x sabedoria humana
  • Pertença a Cristo
  • Mudança de mentalidade
  • Força e poder de Deus revelado na fraqueza
  • Ideologia da cruz, Jesus Cristo como fundamento
  • Conhecimento da humanidade
  • Ressurreição do corpo
  • Perseguição do Apóstolo
  • Ação Pastoral
  • Divisão
  • Justiça / Santificação / Redenção

 

2.Anúncio do Crucificado num mundo de crucificados

  • Convicção e confiança
  • “Vestir a camisa” . Paulo assumiu a postura da cruz
  • Conhecimento da realidade
  • Valorizar a caminhada do povo
  • Provocar a indignação e despertar esperança no novo
  • Acolher: “Nunca dê pontapé em quem já caiu” (Fause K.Fauri)
  • Reconhecer que a Palavra de Deus ilumina a realidade e aponta saídas.
  • Descobrir  que a cruz é o caminho da Ressurreição
  • Valorização da pessoa humana.

 

            Existem tensões, brigas… O que estará por trás disso? “Todo poder tende a corromper e o poder absoluto corrompe absolutamente”.

            Apolo aparece nos Atos e nessa Carta. Ele também esteve com Paulo em Éfeso. Era um judeu de Alexandria, um grande centro cultural.

            Os intelectuais se identificavam com Apolo independente da vontade dele.

            O grupo de Cefas (Pedro em Aramaico) é o grupo que apela mais para as tradições Judaicas.

            No v. 17 ele diz: “Cristo não me enviou para batizar, mas para anunciar o Evangelho”.

            A linguagem é diferente de Atenas que era Ressurreição, aqui é a cruz.

            No v. 22 afirma: “Os judeus pedem sinais, os gregos sabedoria. Nós anunciamos o Cristo Crucificado”. O Crucificado na época era considerado maldito por Deus. (Dt. 21, 22-23).

 

Paulo vai destacar dois Projetos:

           

Sabedoria Humana                                          Sabedoria Divina

   - Eloquência (falar bem)                                  – Cruz

     – Apolo                                                                  - Paulo

    – Elite                                                                       – Pobres

   – Palavra                                                                  - Poder de Deus

 

“A cruz não é derrota.”

 

No abandono total da cruz, o Centurião descobre Jesus como o filho de Deus (em Mc. 15,39). Em 1Cor. 2,1 Paulo argumenta: “Não me apresentei com prestígio diante de vocês…”

Cruz: Muitas vezes comparamos cruz com sofrimento. Paulo tem outra visão de cruz. Para ele, cruz é símbolo do “esvaziar-se”, sentir com o povo… Às vezes bem a impotência do não saber, pois o saber pode se transformar em dominação.

A cruz é conseqüência da vida de Jesus de Nazaré. É lamentável quando separamos a cruz de Jesus da sua Vida e Ressurreição. Negar a cruz de Cristo é negar o seu Projeto.

Na Encarnação, Jesus assumiu nossa fraqueza. A compaixão é sentir com as pessoas. Ter pena é estar acima. Pregar a cruz não é só pregar a 6ª feira santa, a cruz faz parte de toda vida de Jesus. Jesus ontem, hoje e sempre (Hb 13,8).

OB + Audire: ouvir a vontade do Pai. Jesus foi se esvaziando de si mesmo, o crucificado e Ressuscitado. Não podemos esvaziar o sentido da cruz. O projeto do Pai entra sempre em contradição com o Projeto da sociedade. Para Paulo a cruz é a cruz da fraqueza de Deus que é mais forte do que a força do ser humano.

 

TRABALHO EM GRUPOS

1-      1Cor. 5e 6

2-      1Cor. 7

3-      1Cor. 8 e 10

4-      l Cor. 12 e 14

5-      l Cor. 15

 

1)      Quais os problemas que provocaram o surgimento do texto?

2)      Qual é a posição de Paulo?

3)      Que luzes nos traz?

 

CARTA AOS FILIPENSES

 

            At. 16,11 ss: Paulo fica na casa de Lídia. Ele é açoitado e jogado na cadeia. Só que não se podia açoitar um cidadão romano.

            Paulo visitou Filipos duas ou três vezes e aceitava dinheiro deles. Estando junto com eles não colocava em jogo a sua liberdade.

            Leitura: 2,5; 4, 2-7; 3,1: “cuidado com os cães judaizantes”, pois era assim que eles tratavam os pagãos.

-          Partilha das frases marcantes.

 

 

 

CARTA AOS ROMANOS

 

Muitos temas que estão na Carta aos Romanos já estudamos em Gálatas. É escrita para uma comunidade desconhecida. Estamos no fim da 3ª viagem missionária.

A maioria das Bíblias colocam a data de 57-58. Paulo escreve sobre seus planos. Ele está em Corinto, pretendia ir para a Espanha e passar por Roma. Não se sabe se ele chegou ao seu destino. Se ele está de passagem, por que escreve a maior Carta aos Romanos? Parece que Paulo sente a necessidade de explicar-se, daí os elementos da carta aos Gálatas.

 

“… chegou o tempo de minha partida. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé” (2Tm 4,6)

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